domingo, janeiro 25, 2026
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Polícia Civil desarticula rede criminosa de exploração sexual na região

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Auriflama, com apoio de unidades da região de Pereira Barreto, Guzoândia, Catanduva e Aparecida do Taboado deflagrou uma operação que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária de investigados envolvidos em um esquema criminoso de exploração sexual, tráfico de drogas, cárcere privado, estupros e outras graves violações de direitos humanos.

As investigações tiveram início após a morte suspeita de R.A.M.V, encontrada enforcada em uma boate na cidade de Auriflama. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como possível homicídio ou induzimento ao suicídio.

Durante os levantamentos, a Polícia Civil identificou uma verdadeira organização criminosa com atuação estruturada desde 2021 nas cidades de Catanduva, Auriflama, Pereira Barreto e Aparecida do Taboado (MS). Segundo os depoimentos, as vítimas — muitas delas jovens em situação de vulnerabilidade — eram atraídas com falsas promessas de trabalho e mantidas sob forte controle psicológico e físico, privadas de liberdade, alimentos e acesso à comunicação.

Consta ainda que as mulheres eram forçadas a consumir drogas, frequentemente vendidas pelos próprios administradores dos estabelecimentos, contraíam dívidas e eram mantidas em cárcere privado. Algumas delas relataram terem sido vítimas de estupro, sob o pretexto de reduzir dívidas, ou mediante uso de força e ameaças. Há também indícios do envolvimento de menores de idade na rede.

A investigação revelou que ao menos três boates com o nome de “Sensual Drinks” e “ Pantanal” operavam de forma articulada, com tarefas bem definidas entre os investigados. Entre os crimes investigados, constam: organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013); casa de prostituição (art. 229 do Código Penal); lesão corporal (art. 129 do Código Penal); estupro (art. 213 do Código Penal); cárcere privado (art. 148 do Código Penal); homicídio ou induzimento ao suicídio (arts. 121 e 122 do Código Penal); ameaça (art. 147 do Código Penal); favorecimento da prostituição (art. 218-B do Código Penal).

Nos locais foram encontradas drogas e armas, além de cadernos de contabilidades, celulares e outros objetos. As boates foram fechadas e lacradas em cumprimento da ordem judicial.

As diligências continuam com o objetivo de localizar novas vítimas, apurar a participação de outros envolvidos e resgatar pessoas que ainda possam estar em situação de cárcere. A Delegada de Polícia responsável pelo caso, Dra. Caroline Baltes, destacou a coragem das vítimas que romperam o silêncio após anos de abusos e reafirmou o compromisso da Polícia Civil com a apuração rigorosa dos fatos.

Vítimas ou pessoas com informações sobre o caso podem entrar em contato diretamente com a Delegacia de Polícia de Auriflama pelo telefone (17) 3482-1035 ou de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

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